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meditação do dia 13/07/15- As instruções aos discípulos

cup_of_cold_water Matthew 10 40-42

 

 

Primeira leitura: Êxodo 1, 8-14.22

 

O livro do êxodo abre com uma página que mostra a enorme mudança que ocorreu no Egito, em desfavor de Israel, após o desaparecimento de José.

O novo faraó, que «não conhecera José», mostra-se preocupado com o notável aumento da população hebraica e com o seu crescente poder.

Por isso, toma uma série de medidas repressivas contra esse povo, que lhe parece constituir uma séria ameaça em caso de guerra, e que pode mesmo querer abandonar o país.

Assim é preparada a narração da grande epopeia da salvação de Israel, com quem Deus fará aliança.

O livro do Êxodo é um hino a Deus que salva, um poema ao Deus de Israel, que tendo escutado o grito do seu povo, «desce» para o libertar.

O povo, uma vez libertado, irá servir, não ao faraó, mas a Deus (cf. Dt 4, 20).

escravidão-no-Egito”
A leitura de hoje descreve a nova situação dos descendentes de Jacob-Israel, no Egito.

Os egípcios tornaram-lhes amarga a vida, obrigando-os a trabalhos forçados no fabrico de tijolos de barro.

Mas, quanto maior era o peso dos vexames, mais os israelitas se multiplicavam.

Então o faraó recorreu a uma outra medida, ainda mais desumana e cruel: a supressão dos meninos recém-nascidos (v. 22).
Do ponto de vista histórico, estes acontecimentos devem provavelmente colocar-se no tempo do Império Novo do Egito, no século XIII antes de Cristo.

É no quadro destas injustiças e sofrimentos que se vai desenrolar a ação salvadora de Deus.

 

Salmo: Sl 123(124),1-8
R. Nosso auxílio está no nome do Senhor.

 

Evangelho: Mateus 10, 34 – 11, 1

Começamos, hoje, a escutar o livro do Êxodo, um dos grandes livros do Antigo Testamento, que narra a epopeia de Israel, arrancado à escravidão do Egito, e chamado a uma aliança com Deus.

Ao escutarmos o texto de hoje, e os que ouviremos nas próximas semanas, havemos de fazer nosso o cântico ao Deus que salva, o poema ao Deus de Israel, que tendo escutado o grito do seu povo, desceu para o libertar.

De fato, também para cada um de nós, e para toda a humanidade, Deus continua a ser o Libertador, o Salvador.

E são tantas as escravidões que tentam dominar-nos!

Tentemos dar-nos conta delas, e elevar também o nosso grito ao Senhor…
O povo de Israel, uma vez libertado, é destinado, não já ao serviço do faraó, mas ao serviço do Senhor: «O Senhor tomou-vos e tirou-vos da fornalha de ferro, do Egito, para serdes para Ele o povo da sua herança, como acontece hoje» (Dt 4, 20).

O mesmo sucede conosco.

Libertados do pecado pelo Batismo, somos chamados a servir a Deus e a colaborar com ele na obra da redenção.

Efetivamente, faz parte da pedagogia de Deus envolver na obra da salvação aqueles que foram salvos, fazer seus cooperadores na libertação da humanidade aqueles que foram libertados.
O evangelho lembra-nos que a graça de Deus nem sempre nos vem de modo suave, atraente, idílico.

Por vezes, pode vir como fogo ardente, que queima, que faz doer, que incendeia tudo à nossa volta.

O sofrimento pode ser uma graça dura, forte, penetrante como uma espada.

Mas é uma graça a acolher e aproveitar.

Quantas vidas mudaram para melhor, depois de um sofrimento.

Que seria de Inácio de Loiola, sem a perna partida durante o cerco a Pamplona?
Jesus afirma:

Vim trazer a espada, a separação, a cruz, o «perder a vida»; vim trazer um amor semelhante ao meu, um amor crucificado.

 

«Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada…

Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim.

Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim.

Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.» (vv. 34.37-38).

Mas a recompensa é infinitamente superior e abundante: quem acolher os seus discípulos, quem acolher «estes pequeninos que acreditam», e O acolher a Ele, acolhe o Pai: «viremos a ele e nele faremos morada» (Jo 14, 23).

E nada do que fizermos e sofrermos por seu amor será perdido: até um copo de água, dado a quem precisa, terá recompensa.

Peçamos ao Senhor Jesus que nos ajude a aceitar a cruz, pois é graça que pode unir-nos à sua gloriosa paixão.

Que nos momentos de sofrimento saibamos imitar as disposições do Coração de Jesus.

Que saibamos unir-nos a Ele em todas as provações e sofrimentos da vida, com paciência, generosidade e amor.

 

Mateus 10, 34 - 11, 1

 

 

Boa Nova para cada dia

“Os inimigos do homem serão seus próprios familiares” (Mt 10,36).

Só entendemos esta frase de Jesus se nos lembrarmos do que Ele disse bem antes, como lemos no Evangelho, a partir de Mt 10,7-33.

E o que disse antes foi o que os Apóstolos deviam fazer, quando Ele os enviou em missão. A missão deles era anunciar e inaugurar o Reino de Deus com prodígios e sinais milagrosos.

Jesus também os prevenira dos perigos que seus inimigos iam causar.

Seriam acusações falsas diante de tribunais e até a expulsão das sinagogas que poderiam terminar até em condenações à morte. Suas vidas, porém, seriam defendidas por Deus Pai.

É no Evangelho de hoje que Jesus previne os Apóstolos contra os riscos que lhes provocariam seus próprios parentes. Como Jesus sabia disto? Ora, Ele mesmo tinha passado por isto. Seus parentes em Nazaré O expulsaram da sinagoga. Ele não pôde mais entrar lá. Foi julgado um estrangeiro em sua própria terra.

Jesus, a partir de sua experiência pessoal, preveniu seus Apóstolos que Ele não veio trazer a paz à terra (ver Mt 10,34). Isto é, contra Ele, mas sem que Ele desse motivo, seus inimigos Lhe fariam guerra, a ponto de O levarem à morte.

Os discípulos de Jesus, portanto, foram prevenidos para não se apegarem a seus parentes e a opiniões deles contra o Reino de Deus. Se ouvissem os inimigos do Reino de Deus, mesmo que fossem seus parentes, não seriam dignos Dele (Mt 10,38).

Havia ainda outro perigo: os discípulos poderiam seguir seus próprios pareceres e opiniões contrárias à missão que Jesus lhes dera. Quem agisse assim, não seria digno de Jesus e nem do Reino de Deus (ver Mt 10,39).

Mas nem tudo seria perigo na missão dos Apóstolos; Jesus disse que seriam bem acolhidos por boas pessoas. E estas boas pessoas seriam recompensadas por Deus, mesmo que apenas dessem um copo de água para matar a sede dos discípulos. (ver Mt 10,40-42).

Uma vez prevenidos e encorajados, sabemos que Jesus os podia mandar em missão com a certeza de que a cumpririam muito bem. Em outras palavras: Jesus precisava de seus Apóstolos para que Ele, pessoalmente, cumprisse a missão que do próprio Deus Pai recebera. Deus quis que Seu Filho precisasse da ajuda dos homens.

Nós nos vemos na figura dos discípulos, dos Apóstolos de Jesus.

Não devemos temer os perigos dos inimigos do Reino de Deus. Devemos nos lembrar que por detrás de toda nossa missão no mundo, que é o testemunho de Seu Reino, está o poder de Deus agindo em nosso meio, em Sua Igreja. E o Reino de Deus no mundo somente se torna visível a toda a humanidade por meio de nós, que a Deus pertencemos pelo nosso Batismo.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Mateus 10, 38

 

 

Homilia

 

Diário Espiritual

O que o texto diz para mim, hoje?

O que significa “tomar a cruz” no seguimento de Jesus?

E o que significa “perder a vida” por causa de Jesus?

O que o Senhor pede a mim neste dia?

Quais são as minhas disposições para o seguimento de Jesus?

 

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