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meditação do dia 01/09/15- Jesus ensina com autoridade

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Primeira leitura: 1 Tessalonicenses 5, 1-6.9-11

Ao concluir a sua carta, Paulo retoma os temas desenvolvidos e faz uma última e decisiva exortação: «vigiemos» (v. 6).

O Dia do Senhor é imprevisível. Chegará como um ladrão.

A fé na parusia relativiza a atitude do cristão perante as grandes realizações históricas: «Quando disserem: «Paz e segurança», então se abaterá repentinamente sobre eles a ruína» (v. 3).

Embora alegrando-se com as vitórias humanas sobre as suas múltiplas alienações, os cristãos nunca considerarão definitiva nenhuma época histórica, mas adotarão, em relação a ela, uma atitude crítica e de espera.

Não era isso que acontecia, pelo menos com alguns cristãos de Tessalônica, que se entretinham nos prazeres de um mundo vão, se abandonavam ao ócio, aos boatos, aos vícios da vida noturna.

Mais pareciam pagãos do que cristãos, porque não tinham em conta o dia do Juízo, absolutamente inelutável. São filhos das trevas.

Os verdadeiros cristãos, pelo contrário, são filhos da luz, pessoas que conhecem o sentido e o fim deste mundo.

1Ts 5,1-6.9-11

 

 

Salmo: Sl 26(27),1.4.13-14
R. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.

 

Evangelho: Lucas 4, 31-37

 

O Evangelho de São Lucas descreve o exorcismo que Jesus fez na sinagoga de Cafarnaum logo no início de sua vida pública, tendo deixado de residir em Nazaré.

Sendo o início de sua vida pública, sua pessoa começava a adquirir uma imagem que os outros não viam Nele antes. Precisamente para descrever esta diferença é que este exorcismo é narrado aqui. O mesmo acontece com os Evangelhos de São Marcos e São Mateus.

A imagem que Jesus não manifestara de Si antes era a de seu poder sobre os demônios.

Embora o Evangelho somente se refira à admiração que o exorcismo provoca nas pessoas presentes, o que Jesus começava a fazer era a realização do Reino de Deus que Ele viera inaugurar no mundo. E no Reino de Deus, o demônio não tinha lugar. Era esta a resposta que devia ser dada à pergunta que as pessoas ali presentes fizeram:

“Que Palavra é esta?
Ele manda nos espíritos impuros com autoridade e poder,
e eles saem” (Lc 4,36).

Aquelas mesmas pessoas ouviram da boca do possesso a voz do demônio:

“O que queres de nós, Jesus Nazareno?
Eu sei quem tu és: o Santo de Deus!” (Lc 4,34).

Mas São Lucas não comenta esta declaração do demônio. Acontece, porém, que ele não estava escrevendo para as testemunhas oculares do exorcismo, mas sim para seus leitores do tempo em que escreveu seu Evangelho, isto é, por volta do ano em que foi destruída Jerusalém pelos romanos, na década dos anos 70 da era cristã.

Nesse tempo  o Evangelho devia apresentar Jesus como o ‘Santo de Deus’, esperado pelo Povo Eleito por séculos antes. O ‘Santo de Deus’ será o mesmo apelativo que Simão Pedro dará a Jesus em Jo 6,69: “Nós cremos e reconhecemos que és o ‘Santo de Deus’ ”.

Com isto Simão Pedro queria dizer que Jesus era o Messias. Aqui está o ponto de interesse também para São Lucas neste Evangelho. O demônio é quem afirma que Jesus é o Messias esperado por todo o povo de Israel.

Vemos, portanto, neste Evangelho, Jesus de Nazaré inaugurando o Reino de Deus, com poder de expulsar os demônios.

E este mesmo Jesus é declarado pelo demônio, não por homens, como o ‘Santo de Deus’, o Messias de Israel.

Neste ponto São Lucas cumpriu a finalidade de seu Evangelho de anunciar, nesta passagem, Jesus Cristo para os homens de seu tempo e para nós, no tempo em que vivemos.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

 

 

Homilia

 

 

Lucas 4, 31-37

 

Diário Espiritual

– Falar com autoridade significa falar com conhecimento e com vivência. Você age assim?

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– Como devemos receber a palavra de Deus?

A resposta é clara: Como se recebe Jesus Cristo. Por isso, aconselho muitas vezes que se tenha sempre um pequeno Evangelho na bolsa, no bolso, para ler um trecho durante o dia. Um conselho prático não tanto para aprender algo mas sobretudo para encontrar Jesus, porque Jesus se encontra precisamente na sua palavra, no seu Evangelho. (Papa Francisco, meditação matinal, 01/07/14)