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meditação do dia 11/05/15 -Dareis testemunho de mim

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Primeira leitura: Atos 16, 11-15

Deus conduziu Paulo e seus companheiros para um novo campo de ação, a Macedônia, já na Europa.

Em Filipos, os missionários sentem-se como estranhos.

A cidade tinha um acentuado carácter romano, pois se tornara colônia do Império desde o ano 42 aC. Com o grego, também se falava o latim.

A administração civil ajustava-se ao padrão romano, e não ao grego.

Os judeus eram muito poucos, como denota o fato de não haver sinagoga e o costume de se reunirem, no dia de sábado, junto ao rio.

Paulo parece encontrar lá apenas mulheres.

Entre elas, destaca-se Lídia, uma rica comerciante de púrpura, que parece ter aderido ao judaísmo, pelo menos como ouvinte.

Para Lucas, ela é o paralelo feminino de Cornélio, é «uma crente em Deus».

Ao contrário do que acontecera em Antioquia da Pisídia, onde algumas mulheres tinham tomado parte na revolta contras os missionários, Lídia acolhe-os na sua casa, provavelmente espaçosa, pois «o Senhor lhe abriu o coração para aderir ao que Paulo dizia» (v. 14).

É sempre o Senhor que acompanha os seus missionários e torna eficaz a sua palavra.

 

Salmo: Sl 149,1-9
R. O Senhor ama seu povo, de verdade.

 

Evangelho: João 15, 26 – 16, 4a

Paulo, depois da visão do macedônio que lhe suplicava: «Vem ajudar-nos!» (At 16, 9), embarca em Tróade e vai para Neápoles, cidade próxima de Filipos, na Macedónia.

As primeiras pessoas que escutam a palavra de Deus são mulheres.

Entre elas destaca-se «Lídia, negociante de púrpura, e temente a Deus» (v. 14).

Esta mulher, não só aderiu às palavras de Paulo e dos seus companheiros, mas, uma vez batizada, recebeu-os em sua casa.

A primeira criatura humana a acolher a Palavra foi Maria.

Quando a Palavra chegou à Europa, foi também uma mulher, Lídia, que, por primeira, a acolheu, com outras mulheres.

Isto é bonito e dá alegria, principalmente às próprias mulheres.
A vida cristã é tempo de tentação e tempo de testemunho, tempo de luta e tempo de colaboração com o Espírito no testemunho de Cristo Ressuscitado.

Como Cristo foi incompreendido, também os seus discípulos o são.

Como Cristo foi perseguido e morto, também os cristãos estão sujeitos a sê-lo.

O texto evangélico que escutamos hoje dá-nos uma perspectiva «heroica» da vida cristã.

O cristão é chamado a dar testemunho em sentido pleno. É chamado a ser «mártir».

A realidade de Cristo é tão decisiva para a humanidade e, ao mesmo tempo, tão estranha ao modo comum de pensar, que todo aquele que alinha por Cristo é quase inevitavelmente marginalizado e, por vezes, chega a ser eliminado.

A história dos mártires mostra claramente essa realidade.

Também hoje, os discípulos de Cristo, particularmente os missionários, sofrem, não só pelas dificuldades normais da vida e do apostolado, mas também pela incompreensão e pela hostilidade do mundo, em nome do progresso, da emancipação e da modernização, da libertação de tabus, dos direitos humanos, etc., etc.

 

A perseguição é praticamente a primeira experiência da Igreja.

Os discípulos de Jesus foram perseguidos, primeiro pelos judeus e, depois, também pelos pagãos. Jesus tinha-os advertido para essas situações.

O mundo opôs-se a Cristo, e irá opor-se também aos cristãos, porque não são do mundo, porque são de Cristo.

Além disso, o servo não é mais do que o seu senhor.

O ódio do mundo e a perseguição dos discípulos são considerados inevitáveis.

Até se julgam fazerem parte daquela intensificação do mal, que preludia o juízo.

Jesus viveu entre a animosidade e a perseguição.

Que podem esperar os seus discípulos, chamados a anunciar a mensagem que O levou à morte?

É verdade que nem todos recusaram Jesus e a sua palavra.

Alguns amaram-no por causa do testemunho de João Batista, e por causa do testemunho que o próprio Jesus deu de Si mesmo.

Por isso, é preciso continuar a testemunhar o Senhor, para que aumente o número dos que O amam.

Nessa tarefa, os discípulos são ajudados pelo testemunho do Espírito de verdade que Jesus enviará do Pai.

E a poderosa ação do Espírito irá manifestar-se exatamente nas perseguições.

Há que não esquecê-lo, quando chegar a hora.

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Homilia

 

Diário Espiritual

Você recorda de outras citações bíblicas em que Jesus promete o envio do Espírito Santo?

Jesus promete enviar da parte do Pai aos discípulos o Defensor, o Espírito Santo.

É o Ressuscitado quem envia o Espírito, para que os discípulos possam testemunhá-lo sem medo: “E vós, também, dareis testemunho”.

O dom o Espírito, portanto, é fruto da Páscoa do Senhor.

A missão dos discípulos também será confirmada pelo mesmo Espírito.

Diante das dificuldades que os discípulos encontrarão na realização da missão, o Espírito os fortalecerá na fidelidade.