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meditação I do dia 29/08/15- Parábola dos talentos

Mateus 25, 14-30 Os-Talentos

 

Primeira leitura: 1 Tessalonicenses 4, 9-11

A caridade de que fala Paulo esclarece muito sobre a natureza da santidade cristã.

Amar-se uns aos outros, praticar o amor fraterno significa, em primeiro lugar, «viver em paz» (v. 11), não procurar nem alimentar conflitos na comunidade.

Mais concretamente, é «ocupar-se das próprias atividades» (v. 11), pois a inimizade nasce, muitas vezes, do ócio, que favorece as tagarelices, a intromissão no que pertence aos outros, o falar sobre as pessoas.

«Trabalhar com as vossas mãos» (v. 11) é procurar fazer bem o que se deve, particularmente o que se refere ao próprio ofício.

Esta expressão também realça a dignidade do trabalho manual, desprezado por alguns, como coisa de escravos.

O ócio, sim, é coisa má, em qualquer sociedade humana.

Paulo quer que a comunidade de Tessalônica dê exemplo de uma vida ordenada e ativa, que testemunha o amor, evitando que uns sejam peso para outros.

A opção cristã é integral, abrangendo a relação com Deus, mas também as relações com os outros, que devem ser harmoniosas e respeitosas.

enterrando o talento

 

Evangelho: Mateus 25, 14-30

A espera de Cristo há de ser dinâmica e fecunda.

Os talentos recebidos não podem ser enterrados, inutilizados.

Hão de render.

Estes talentos não são apenas os dotes naturais recebidos por cada um.

São, mais do que isso, a salvação, o amor do Pai, a vida em abundância, o Espírito. São tesouros a multiplicar e a partilhar até ao seu regresso, ainda que demore «muito tempo» (v. 19ª).

Os dons também são responsabilidades de que é preciso dar contas.
Na parábola, há dois «servos bons e fiéis» e um «servo mau».

Os servos bons e fiéis são louvados e premiados com a participação na alegria do senhor (vv. 20-23).

O servo mau é severamente punido.

A desculpa apresentada «Senhor, sempre te conheci como homem duro» (v. 24), acaba por ser virada contra ele.

A atitude de escravo tímido assumida pelo servo mau «Aqui está o que te pertence» (v.25), também não ajuda, mas complica.

Para ele, talento não foi um dom recebido, mas uma dívida contraída.

Por isso, ao restituí-lo ao dono, não faz um ato de justiça, mas um insulto.

E recebe o castigo adequado: «Tirai-lhe o talento, e dai-o ao que tem dez talentos… a esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes» (vv. 28-29).

 

Jesus tells his parable of the talents – Matthew 25 14-30

 

 

Diário Espiritual

Às vezes, nos subestimamos porque entendemos que não possuímos dons na mesma medida em que outras pessoas têm e  nos negamos a perceber qual a habilidade que nos foi  presenteada por Deus. Neste caso estamos enterrando o talento que recebemos, pois não queremos assumi-lo, por falsa modéstia, por preguiça, por comodismo e até por orgulho.  Precisamos ter consciência de que todo dom que recebemos de Deus vem na medida certa, isto é, de acordo com a  capacidade que Ele mesmo nos dá, nem mais nem menos do que poderíamos receber.

 

Para meditar:

 – O que tenho feito com os meus dons que ganhei ?

–  Tenho consciência que serei cobrado pelo que recebi de Deus ?

– Não seria já a minha vida um dom muito precioso ?  O que tenho feito dela? 

– Tenho vivido no ócio? Como tenho empregado o tempo a serviço de quem precisa de mim?

-Me acho sem capacidade e sem inclinação para fazer prosperar os talentos concedidos? Entendo que pensar assim  trata-se  de falta de humildade e orgulho?

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