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meditação do dia 01/06/15- Parábola dos vinhateiros homicidas

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Primeira leitura: Tobite 1, 3; 2, 1b-9

O livro de Tobite não é histórico, mas de carácter didático e para edificação dos fiéis.

Trata-se de uma história fictícia e parabólica, onde abundam passagens maravilhosas e exortações morais.

Tobite é apresentado como modelo do israelita piedoso que, apesar do cisma, ocorre pontualmente ao templo de Jerusalém, paga os dízimos, vive uma vida matrimonial exemplar, pratica a caridade e observa a pureza legal.

O livro de Tobite é uma pregação viva dos chamados três pilares do judaísmo: oração, esmola e jejum.

O nome de Tobite significa literalmente “a minha bondade”.

Mas pode tratar-se da abreviatura de uma frase em que o sujeito é Deus.

Nesse caso, poderá significar: “o Senhor é bom”, ou “o Senhor é o meu bem”.

De qualquer modo, mais do que de Tobite, o livro fala de Deus, que não abandona os seus fiéis e que, se os põe à prova, é para lhes dar o prêmio.

Tobite é um desses fiéis que, durante o exílio em Nínive, no tempo de Salmanansar, não abandona “os caminhos da verdade e da justiça” (v. 1), mantém firme a sua identidade moral e religiosa, e continua a respeitar as tradições dos pais.

O texto que hoje escutamos, refere um belo episódio, que ilustra a piedade de Tobite.

Quando, durante uma das solenidades de Israel, já se encontrava à mesa, onde sempre havia lugar para alguns pobres, vêm dizer-lhe que um hebreu fora estrangulado e que o seu cadáver jazia na praça da cidade.

Tobite ergue-se imediatamente, vai recolher o cadáver e dar-lhe condigna sepultura.

Trata-se de um gesto corajoso, pois já fora ameaçado de morte por causa de gestos semelhantes.

Os familiares criticam-no.

Mas Tobite prefere obedecer a Deus que ao rei.

Cumprir a Lei de Deus é mais importante do que a própria vida.

 

Salmo: Sl 111(112),1-6
R. Feliz aquele que respeita o Senhor!

 

Segunda leitura: Marcos 12, 1-12

A alegoria usada por Jesus só se percebe se tivermos em conta o «cântico da vinha», que lemos em Is. 5, e o seu contexto histórico, isto é, a recusa da salvação pelos chefes de Israel, os «agricultores», que matam os profetas.

Deus é o dono da vinha e o construtor do edifício, que é Israel.

Surpreendentemente, aparece como «estrangeiro» no meio do povo de Israel.

Deus não está vinculado às vicissitudes de um povo.

Confiou uma tarefa aos responsáveis pela vinha israelita e foi-se embora, porque está noutro lado…

Os servos são os numerosos profetas e homens de Deus enviados ao longo da história do povo escolhido.

O filho recusado e morto, mas depois tornado pedra angular, é Jesus.

A alegoria faz tocar os extremos: o amor de Deus Pai, que envia o seu Filho, e a recusa do chefes de Israel, que O matam.

À volta de Jesus, e do mistério da sua morte e ressurreição, hoje, como no passado, decide-se, para cada um de nós, o acolhimento ou a recusa da salvação.

Não há direitos de progenitura, ou de eleição preferencial, que nos valham.

O pretenso monopólio dos israelitas sobre a salvação está votado ao fracasso: «O dono regressará e exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros» (v. 9).

O importante é que, no confronto com Jesus e com o seu mistério pascal, nos abramos a Ele, livre e responsavelmente, para sermos salvos.

E Deus premiará a nossa coragem.

 

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Boa Nova para cada dia

“Os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles” (Mc 12,12ab).

Em seus confrontos com os chefes dos judeus Jesus correu riscos extremamente sérios.

É o que nos mostra o fato narrado no Evangelho de hoje.

Jesus contou a parábola dos assassinatos dos enviados pelo dono da vinha. Ele tinha, claramente, a intenção de mostrar aos chefes judeus o crime que iam fazer levando-O à morte.

Por um lado, Jesus advertia os judeus com esta parábola; por outro, mostrava como era tão difícil convencê-los de que deviam aceitá-Lo como o enviado de Deus.

No entanto, desta ocasião de ser preso pelos judeus Jesus escapou, porque eles tiveram medo da multidão que O apoiava.

Daquele momento até o dia em que os judeus realmente prenderam Jesus, Ele não desistiu de dar-lhes sinais de ser o Messias, o Filho de Deus. Portanto, os chefes dos judeus tiveram muito tempo para pensar e finalmente admitir que Jesus somente lhes traria o bem.

Porém, os fatos aconteceram como conhecemos: depois de constatar que Jesus fazia suficientes sinais provando ser o Filho de Deus, mesmo assim decidiram matá-Lo. De fato, no Evangelho de São João Evangelista está escrito:

“ Os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram:

Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais?” (Jo 11,47).

A oposição que os judeus fizeram a Jesus em seu tempo não deixa de existir no nosso, oposição que tantos judeus de hoje como não judeus, ateus, inimigos da Igreja e outros, continuam fazendo.

Apesar disto a Igreja de Jesus Cristo continua viva.

Ele mesmo garantiu a São Pedro que as portas do inferno nada poderiam contra a Igreja:

“ eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja,

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).

Saibamos que é normal que existam inimigos de Jesus e de sua Igreja.

Mas saibamos também que Deus reservou um dia para julgar e condenar todos os que contra Jesus e sua Igreja serão condenados. Será o Juízo final. Disto Jesus nos garante, como o fez no término da parábola que lemos hoje:

“O que fará o dono da vinha?

Ele virá e destruirá os agricultores ” (Mc 12,9).

Vivamos neste mundo perverso sem perder a esperança. Por fim, Jesus Cristo vencerá todos os seus inimigos e com Ele celebraremos Sua vitória, também nossa.

Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

 

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Homilia

 

 

 

 

Diário Espiritual

Jesus ensina com a parábola dos vinhateiros homicidas. Deus plantou uma vinha (a Igreja e em particular cada um de nós), encheu-a de cuidados e proteção, para que produzisse bons frutos. No tempo da colheita (durante a nossa vida), manda mensageiros seus, nossos irmãos, para colherem nossos frutos… Ele lembra, que haverá o dia da colheita definitiva (morte ou juízo final), onde Ele mesmo vai cobrar os frutos produzidos.

Questionamento:

Eu sou uma vinha de Deus, Ele me deu e dá a vida, capacidades, dons, oportunidades, inteligência. Que frutos eu tenho produzido?

 

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